terça-feira, 23 de setembro de 2014



266º Dia: Loucura





                  Pesquisando sobre o tema Loucura vi que ela é tema recorrente e que tem a simpatia de muitos, embora muitos tenham medo dela. Independente de opiniões, manicômios, letras de músicas, textos literários ou jornalísticos, estudos aprofundados, histórias, elogios e tudo mais, a Loucura está aí, diariamente desfilando pelas ruas, metrôs, ônibus, carros, bicicletas, outdoors, rádios, TVs, tetra pack, sacolas, roupas, alimentos, hospitais, presídios, reuniões de condomínio, propagandas eleitorais, jornais, escolas e tudo mais. Tudo mais mesmo. A avaliação aqui é quantitativa, não qualitativa. Cabe a vocês, humanos, uma avaliação do que seja uma loucura boa ou má. Restrinjo-me apenas a mostrar que a Loucura, assim como eu, move o mundo. Meu salve para os psiquiatras e psicólogos amigos da loucura, para os Roterdãs, Foulcauts, Machados, Pessoas e todos os loucos deste esférico planeta achatado nos polos. Termino então meu elogio com a magnânima frase do poeta de Santo Amaro: “Que loucura, cara!”.
 
Música do Dia: Dança do Põe Põe (É o Tchan) (De: Beto Jamaica e Compadre Washington).
http://www.youtube.com/watch?v=G04SrPjlvW8
Bicho do Dia: Jacaré (2459).




http://365diasdedor.blogspot.com.br/2014/09/266-dia-loucura.html

terça-feira, 23 de setembro de 2014

266º Dia: Loucura

                  Pesquisando sobre o tema Loucura vi que ela é tema recorrente e que tem a simpatia de muitos, embora muitos tenham medo dela. Independente de opiniões, manicômios, letras de músicas, textos literários ou jornalísticos, estudos aprofundados, histórias, elogios e tudo mais, a Loucura está aí, diariamente desfilando pelas ruas, metrôs, ônibus, carros, bicicletas, outdoors, rádios, TVs, tetra pack, sacolas, roupas, alimentos, hospitais, presídios, reuniões de condomínio, propagandas eleitorais, jornais, escolas e tudo mais. Tudo mais mesmo. A avaliação aqui é quantitativa, não qualitativa. Cabe a vocês, humanos, uma avaliação do que seja uma loucura boa ou má. Restrinjo-me apenas a mostrar que a Loucura, assim como eu, move o mundo. Meu salve para os psiquiatras e psicólogos amigos da loucura, para os Roterdãs, Foulcauts, Machados, Pessoas e todos os loucos deste esférico planeta achatado nos polos. Termino então meu elogio com a magnânima frase do poeta de Santo Amaro: “Que loucura, cara!”.
 
Música do Dia: Dança do Põe Põe (É o Tchan) (De: Beto Jamaica e Compadre Washington).

Bicho do Dia: Jacaré (2459).

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014



265º Dia: Kukukaya (Jogo da Asa da Bruxa)





                 Kukukaya saiu correndo pelo barro batido da terra do seu chão. A Bruxa da Vassoura com Asas havia invadido sua humilde casa. Ele foi chamar socorro. Mestre Guigre era o único nos seus 123 anos de idade que sabia jogar o jogo da Bruxa. Kukukaya trouxe o Mestre em sua cacunda para que enfrentasse a bruxa e ao mesmo tempo lhe ensinasse o que deve aprender um ser florestídeo como Kuku. Guigre cantificou uns floreados assovios e a Bruxa saiu da casa. Se encararam. As asas da vassoura da Bruxa eram feitas de muitas bruxas inseto. O cajado de Guigre era um trançado mágico me cipós capilares. Kukukaya teve medo das bruxas da Bruxa. Um acorde misterioso soou de uma nuvem jumbo. Raios múltiplos saíram dos olhos das bruxas da Bruxa, mas pouco antes de atingirem o Mestre, seu cajado clarificou um escudo amarelo têmpera. Para desferir seu contra-ataque, Guigre entrou no corpo de Kukukaya e agora eram um só, velho-velho e ser florídeo. Kuku começou a projetar em uma língua antiga uma reza feita de palavras mais bonitas. Dispersaram as bruxas da Bruxa. A Bruxa apelou para as baratas naco de noite que estavam espalhadas pelo chão, mas não adiantava mais. A Bruxa foi embora e Kukukaya convidou o Mestre para um chá de vida volta. Após tomarem o chá começaram a viver a história que haviam passado num rebobino de acontecimento diferente. Kukukaya saiu correndo pelo barro batido da terra do seu chão. O Mestre era agora a Bruxa.

Música do Dia: Loucura (Lupicínio Rodrigues).
https://www.youtube.com/watch?v=5rT4ZAnekKc
Bicho do Dia: Peru (1077).




http://365diasdedor.blogspot.com.br/2014/09/265-dia-kukukaya-jogo-da-asa-da-bruxa.html

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

265º Dia: Kukukaya (Jogo da Asa da Bruxa)

                 Kukukaya saiu correndo pelo barro batido da terra do seu chão. A Bruxa da Vassoura com Asas havia invadido sua humilde casa. Ele foi chamar socorro. Mestre Guigre era o único nos seus 123 anos de idade que sabia jogar o jogo da Bruxa. Kukukaya trouxe o Mestre em sua cacunda para que enfrentasse a bruxa e ao mesmo tempo lhe ensinasse o que deve aprender um ser florestídeo como Kuku. Guigre cantificou uns floreados assovios e a Bruxa saiu da casa. Se encararam. As asas da vassoura da Bruxa eram feitas de muitas bruxas inseto. O cajado de Guigre era um trançado mágico me cipós capilares. Kukukaya teve medo das bruxas da Bruxa. Um acorde misterioso soou de uma nuvem jumbo. Raios múltiplos saíram dos olhos das bruxas da Bruxa, mas pouco antes de atingirem o Mestre, seu cajado clarificou um escudo amarelo têmpera. Para desferir seu contra-ataque, Guigre entrou no corpo de Kukukaya e agora eram um só, velho-velho e ser florídeo. Kuku começou a projetar em uma língua antiga uma reza feita de palavras mais bonitas. Dispersaram as bruxas da Bruxa. A Bruxa apelou para as baratas naco de noite que estavam espalhadas pelo chão, mas não adiantava mais. A Bruxa foi embora e Kukukaya convidou o Mestre para um chá de vida volta. Após tomarem o chá começaram a viver a história que haviam passado num rebobino de acontecimento diferente. Kukukaya saiu correndo pelo barro batido da terra do seu chão. O Mestre era agora a Bruxa.
Música do Dia: Loucura (Lupicínio Rodrigues).

Bicho do Dia: Peru (1077).

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264º Dia: A Flor e o Espinho





                 Antes de arquitetar a flor, o criador testou vários mecanismos de defesa para ela. Primeiro pendurou em seu caule bolhas cheias de um líquido fedorento. Só que quando estouravam essas bolhas o invasor ia embora, fugindo do insuportável fedor, mas a pobre flor ficava empesteada com aquele cheiro pra sempre, perdendo todo seu perfume. Entre as tantas tentativas, o criador teve a ideia de pendurar sininhos no caule da flor para que quando fosse atacada os tais sininhos alertassem os cães de guarda da flor. Acontece que os cães estabanados expulsavam o inimigo, mas pisoteavam toda a pobrezinha. Outra tentativa foi eletrocutar o caule, mas as descargas elétricas só faziam cócegas nos seres maiores e torravam os insetos polinizadores. Os espinhos só passaram a existir para a flor porque numa época passada o romantismo estava em alta e muitos amantes sem dinheiro passaram a roubar as flores do jardim do criador para presentearem suas amadas. Era tudo muito lindo, mas também muito fácil. Se o amante precisava ser carinhoso para tocar a sua amada, ele precisaria também ser carinhoso para arrancar a rosa, ou sairia com as mãos cortadas. A ideia da aerodinâmica afiada do espinho veio de um dia num futuro muito depois da flor em que o criador arranhou a perna na quilha de uma prancha de surf que estava fincada na areia da praia.

Música do Dia: Kukukaya (Jogo das Asas da Bruxa) (Xangai).
https://www.youtube.com/watch?v=Acr3Hd4dNwI
Bicho do Dia: Macaco (0465).
Filme da Semana: Precisamos Falar Sobre Kevin (Lynne Ramsay).

http://365diasdedor.blogspot.com.br/2014/09/264-dia-flor-e-o-espinho.html

264º Dia: A Flor e o Espinho

                 Antes de arquitetar a flor, o criador testou vários mecanismos de defesa para ela. Primeiro pendurou em seu caule bolhas cheias de um líquido fedorento. Só que quando estouravam essas bolhas o invasor ia embora, fugindo do insuportável fedor, mas a pobre flor ficava empesteada com aquele cheiro pra sempre, perdendo todo seu perfume. Entre as tantas tentativas, o criador teve a ideia de pendurar sininhos no caule da flor para que quando fosse atacada os tais sininhos alertassem os cães de guarda da flor. Acontece que os cães estabanados expulsavam o inimigo, mas pisoteavam toda a pobrezinha. Outra tentativa foi eletrocutar o caule, mas as descargas elétricas só faziam cócegas nos seres maiores e torravam os insetos polinizadores. Os espinhos só passaram a existir para a flor porque numa época passada o romantismo estava em alta e muitos amantes sem dinheiro passaram a roubar as flores do jardim do criador para presentearem suas amadas. Era tudo muito lindo, mas também muito fácil. Se o amante precisava ser carinhoso para tocar a sua amada, ele precisaria também ser carinhoso para arrancar a rosa, ou sairia com as mãos cortadas. A ideia da aerodinâmica afiada do espinho veio de um dia num futuro muito depois da flor em que o criador arranhou a perna na quilha de uma prancha de surf que estava fincada na areia da praia.
Música do Dia: Kukukaya (Jogo das Asas da Bruxa) (Xangai).

Bicho do Dia: Macaco (0465).
Filme da Semana: Precisamos Falar Sobre Kevin (Lynne Ramsay).

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sábado, 20 de setembro de 2014



263º Dia: But Not For Me (Mas Não pra Mim)





               Eu acho que os menores devem sim ser presos. Eu acho que os gays não devem poder se casar. Eu acho que os jornalistas tem todo o direito de defender fações racistas de torcidas e chamar os habitantes do país que lutam pelos seus direitos de bunda moles. Eu acho que mulheres não devem governar o país. Eu acho que a polícia tem que matar bandido mesmo. Eu acho que jesus deve entrar a força na alma das pessoas. Eu acho que os animais que não servem ao homem não servem pra nada. Eu acho que as ruas devem ser aumentadas para que os carros proliferem mais. Eu acho que a culpa da fome no mundo é dos gordos que comem toda a comida dos famintos. Eu acho que tá impossível viver nesse mundo e que a guerra atual é necessária, mas não pra mim.
Amanhã volto a falar da vida real, chega de literatura.
 
Música do Dia: A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho) (N. Cavaquinho/Guilherme de Brito).
https://www.youtube.com/watch?v=qY7g_uSgysE
Bicho do Dia: Homem (Aqueles das opiniões pungentes).




http://365diasdedor.blogspot.com.br/2014/09/263-dia-but-not-for-me-mas-nao-pra-mim.html

sábado, 20 de setembro de 2014

263º Dia: But Not For Me (Mas Não pra Mim)

               Eu acho que os menores devem sim ser presos. Eu acho que os gays não devem poder se casar. Eu acho que os jornalistas tem todo o direito de defender fações racistas de torcidas e chamar os habitantes do país que lutam pelos seus direitos de bunda moles. Eu acho que mulheres não devem governar o país. Eu acho que a polícia tem que matar bandido mesmo. Eu acho que jesus deve entrar a força na alma das pessoas. Eu acho que os animais que não servem ao homem não servem pra nada. Eu acho que as ruas devem ser aumentadas para que os carros proliferem mais. Eu acho que a culpa da fome no mundo é dos gordos que comem toda a comida dos famintos. Eu acho que tá impossível viver nesse mundo e que a guerra atual é necessária, mas não pra mim.
Amanhã volto a falar da vida real, chega de literatura.
 
Música do Dia: A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho) (N. Cavaquinho/Guilherme de Brito).

Bicho do Dia: Homem (Aqueles das opiniões pungentes).

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014



262º Valsa e Vapor





                  Sinceramente, não vou me alongar em meus escritos. Os fatos que venho acompanhando deixam estupefata até a mim, que vivo disso. Que medo-ódio é esse de vocês, humanos, em entender que todos os primatas que tem polegar opositor são iguais e devem ter os mesmo direitos e deveres independente de cor, credo, preferência sexual e tudo o mais? Querem que eu desenhe? Hoje estou muito aborrecida para falar mais sobre isso. Cansa. Mas me aguardem. E a Valsa e o Vapor? A valsa virou Samba-Canção e o Vapor deixou o movimento e está numa casa de Reabilitação.
 
Música: But Not For Me (Chet Baker). (De: George Gershwin).
https://www.youtube.com/watch?v=R_f_mMJAezM




Bicho do Dia: Cobra (2136).dor.blogspot.com.br/2014/09/262-valsa-e-vapor.html

http://365diasde

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

262º Valsa e Vapor

                  Sinceramente, não vou me alongar em meus escritos. Os fatos que venho acompanhando deixam estupefata até a mim, que vivo disso. Que medo-ódio é esse de vocês, humanos, em entender que todos os primatas que tem polegar opositor são iguais e devem ter os mesmo direitos e deveres independente de cor, credo, preferência sexual e tudo o mais? Querem que eu desenhe? Hoje estou muito aborrecida para falar mais sobre isso. Cansa. Mas me aguardem. E a Valsa e o Vapor? A valsa virou Samba-Canção e o Vapor deixou o movimento e está numa casa de Reabilitação.
 
Música: But Not For Me (Chet Baker). (De: George Gershwin).

Bicho do Dia: Cobra (2136).dor.blogspot.com.br/2014/09/262-valsa-e-vapor.html

quinta-feira, 18 de setembro de 2014



261º Dia: Dezessete e Setecentos





                  17 era primo de 700. Casaram. Ocorreu então a temida confusão cromossômica. Só que a deficiência do filho foi apenas um sentimentalismo exacerbado. Tudo para ele era dramático. Desde o nascimento de XYZ.07 isso já ficou claro: chorou copiosamente por ininterruptos 27 dias. Os pais tentaram amenizar a síndrome dramática da criança durante toda sua infância. Foi em vão. Por sorte, já na idade adulta, XYZ.07 mostrou uma bondade tão enorme quanto sua dramaticidade. Entretanto, o mundo não correspondeu a sua fragilidade. Depois de anos lutando contra o vício e a depressão, XYZ.07 foi encontrado morto dentro de  um ábaco para indigentes. Anos depois foi canonizado por sua bondade e compaixão. 17 e 700 se separam depois de enriquecerem difundindo as memórias e ensinamentos do seu filho pródigo. Como diz o ditado, no final tudo dá certo.

Música do Dia: Valsa e Vapor (Phill Veras).
https://www.youtube.com/watch?v=ZwCpBeHRROE
Bicho do Dia: 17 (700).




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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

261º Dia: Dezessete e Setecentos

                  17 era primo de 700. Casaram. Ocorreu então a temida confusão cromossômica. Só que a deficiência do filho foi apenas um sentimentalismo exacerbado. Tudo para ele era dramático. Desde o nascimento de XYZ.07 isso já ficou claro: chorou copiosamente por ininterruptos 27 dias. Os pais tentaram amenizar a síndrome dramática da criança durante toda sua infância. Foi em vão. Por sorte, já na idade adulta, XYZ.07 mostrou uma bondade tão enorme quanto sua dramaticidade. Entretanto, o mundo não correspondeu a sua fragilidade. Depois de anos lutando contra o vício e a depressão, XYZ.07 foi encontrado morto dentro de  um ábaco para indigentes. Anos depois foi canonizado por sua bondade e compaixão. 17 e 700 se separam depois de enriquecerem difundindo as memórias e ensinamentos do seu filho pródigo. Como diz o ditado, no final tudo dá certo.
Música do Dia: Valsa e Vapor (Phill Veras).

Bicho do Dia: 17 (700).

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014



260º Dia: Onde Mora o Segredo





                 As Especulações, fofoqueiras de plantão, diziam saber do endereço do Sr. Segredo. Pura mentira. Ninguém sabia. Os únicos sabedores eram o Oquecontou e o Boca de Siri. Ambos foram capturados e sob sessões de tortura haveriam de falar, pois Darcomalinguanosdentes era bom de fazer os canários cantarem. Não teve jeito, não abriram o bico, seguiam os auspícios da Dona Promessa. Ficaram por anos e anos numa masmorra, a pão e água, depois só a pão, depois só a água e, por fim, morreram. Não sem antes sussurrarem entre si e serem ouvidos pelo carrasco Cochicho, esposo da periguete RevistadeFofoca que espalhou um boato sobre o misterioso endereço. Nãoqueronemsaber deu de ombros. Ninguém até hoje sabe o verdadeiro endereço do Sr. Segredo, entretanto, sabe-se de fonte aquosamente segura que ele não fica por muito tempo no mesmo lugar, muito menos na mesma Boca.

Música do Dia: Dezessete e Setecentos (Luiz Gonzaga).
https://www.youtube.com/watch?v=B064YfdTpMw
Bicho do Dia: Touro (3684)




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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

260º Dia: Onde Mora o Segredo

                 As Especulações, fofoqueiras de plantão, diziam saber do endereço do Sr. Segredo. Pura mentira. Ninguém sabia. Os únicos sabedores eram o Oquecontou e o Boca de Siri. Ambos foram capturados e sob sessões de tortura haveriam de falar, pois Darcomalinguanosdentes era bom de fazer os canários cantarem. Não teve jeito, não abriram o bico, seguiam os auspícios da Dona Promessa. Ficaram por anos e anos numa masmorra, a pão e água, depois só a pão, depois só a água e, por fim, morreram. Não sem antes sussurrarem entre si e serem ouvidos pelo carrasco Cochicho, esposo da periguete RevistadeFofoca que espalhou um boato sobre o misterioso endereço. Nãoqueronemsaber deu de ombros. Ninguém até hoje sabe o verdadeiro endereço do Sr. Segredo, entretanto, sabe-se de fonte aquosamente segura que ele não fica por muito tempo no mesmo lugar, muito menos na mesma Boca.
Música do Dia: Dezessete e Setecentos (Luiz Gonzaga).

Bicho do Dia: Touro (3684)

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terça-feira, 16 de setembro de 2014



259º Dia: Acabou Meu Sossego




                Meu sossego sempre acaba porque escrever é sair do sossego. Embora eu quisesse poder sossegar nesse momento, meu dever comigo mesmo de escrever diariamente me chama. Escrever é mais forte que eu. Adio o sossego, mas não as palavras. Sou eu, a DOR, uma caça palavras. Qualquer coisa em mim é motivo para uma palavrinha. Enquanto vou escrevendo o texto vai tomando forma. Só que sei bem que forma não é necessariamente conteúdo, mas uso palavras fáceis como isca para capturar as palavras mais difíceis. Palavra chama palavra. Palavra tem muitos sentidos. E qual sentido de tudo isso mesmo? Fazer o texto do dia! Tá feito. Não com a qualidade que eu queria. Queria mais humor, mais dentes escancarados nas minhas palavras. Mas só capturei palavras frias e calculistas. As palavras ou a falta delas tiram meu sossego. Sigo então talhando palavras brutas para que, quem sabe amanhã, sejam mais afiadas e acertem o alvo que são as palavras sonhadas. Rego as palavras sementes de hoje para que um dia floresçam.

Música do Dia: Onde Mora o Segredo (Arícia Mess) (De: Arícia Mess / Suely Mesquita).
https://www.youtube.com/watch?v=KRwjzvilbfA
Bicho do Dia: Jacaré (3558).




http://365diasdedor.blogspot.com.br/2014/09/258-dia-acabou-meu-sossego.html

terça-feira, 16 de setembro de 2014

259º Dia: Acabou Meu Sossego

                Meu sossego sempre acaba porque escrever é sair do sossego. Embora eu quisesse poder sossegar nesse momento, meu dever comigo mesmo de escrever diariamente me chama. Escrever é mais forte que eu. Adio o sossego, mas não as palavras. Sou eu, a DOR, uma caça palavras. Qualquer coisa em mim é motivo para uma palavrinha. Enquanto vou escrevendo o texto vai tomando forma. Só que sei bem que forma não é necessariamente conteúdo, mas uso palavras fáceis como isca para capturar as palavras mais difíceis. Palavra chama palavra. Palavra tem muitos sentidos. E qual sentido de tudo isso mesmo? Fazer o texto do dia! Tá feito. Não com a qualidade que eu queria. Queria mais humor, mais dentes escancarados nas minhas palavras. Mas só capturei palavras frias e calculistas. As palavras ou a falta delas tiram meu sossego. Sigo então talhando palavras brutas para que, quem sabe amanhã, sejam mais afiadas e acertem o alvo que são as palavras sonhadas. Rego as palavras sementes de hoje para que um dia floresçam.
Música do Dia: Onde Mora o Segredo (Arícia Mess) (De: Arícia Mess / Suely Mesquita).
Bicho do Dia: Jacaré (3558).

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014



258º Dia: Empoeirado





                 Vou dar mais um boizinho pro Sandro Dornelles e fazer do texto do dia de hoje a letra da música dele que indiquei ontem. O tempo que passa, o empoeirado das coisas… Prometo que não falo mais desse rapaz por um bom tempo.
 
Empoeirado

A flor caída
Escondida na semente
O olho d água
Vendo o mundo pelo rio
Passou depressa
O tempo é o bote da serpente
Calor de gente
Derreteu tremor de frio

A despedida
Camuflada no encontro
Boca da noite
Soletrando o amanhã
Veio ligeiro
O tempo é o raio natimorto
Um olho gordo
Ou uma estrela guardiã

Quem não voltou
Deu motivo pra lembrar
Empoeirou
Tempo passa sem passar


Buquê de vinho
Reservado na videira
O pé de vento
Tropeçando por aí
Num breve tempo
O tempo é só o tempo inteiro
Um companheiro
Sem ninguém com quem sair

O beijo doce
No amargo da saliva
Dedo de moça
Apontando uma saída
Novo ambiente
O tempo é um golpe de vista
Piscar de olhos
Roda o filme de uma vida.

Quem não voltou
Deu motivo pra lembrar
Empoeirou
Tempo passa sem passar

Música do Dia: Acabou Meu Sossego (Nelson Sargento) (De: N. Sargento / Agenor de Oliveira).
http://www.youtube.com/watch?v=GKsPW0SUOuw
Bicho do Dia: Galo (6150).




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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

258º Dia: Empoeirado

                 Vou dar mais um boizinho pro Sandro Dornelles e fazer do texto do dia de hoje a letra da música dele que indiquei ontem. O tempo que passa, o empoeirado das coisas… Prometo que não falo mais desse rapaz por um bom tempo.
 
Empoeirado
A flor caída
Escondida na semente
O olho d água
Vendo o mundo pelo rio
Passou depressa
O tempo é o bote da serpente
Calor de gente
Derreteu tremor de frio
A despedida
Camuflada no encontro
Boca da noite
Soletrando o amanhã
Veio ligeiro
O tempo é o raio natimorto
Um olho gordo
Ou uma estrela guardiã
Quem não voltou
Deu motivo pra lembrar
Empoeirou
Tempo passa sem passar
Buquê de vinho
Reservado na videira
O pé de vento
Tropeçando por aí
Num breve tempo
O tempo é só o tempo inteiro
Um companheiro
Sem ninguém com quem sair
O beijo doce
No amargo da saliva
Dedo de moça
Apontando uma saída
Novo ambiente
O tempo é um golpe de vista
Piscar de olhos
Roda o filme de uma vida.
Quem não voltou
Deu motivo pra lembrar
Empoeirou
Tempo passa sem passar
Música do Dia: Acabou Meu Sossego (Nelson Sargento) (De: N. Sargento / Agenor de Oliveira).

Bicho do Dia: Galo (6150).

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domingo, 14 de setembro de 2014



257º Dia: Garrafa de Náufrago





                 Hoje vou abrir espaço para a criatura que está sendo meu “cavalo” e possibilitando que eu me comunique com vocês através desse blog. Pois é, o Sandro Dornelles (o cara tem DOR no SanDRO e no DORnelles) está fazendo 40 anos nessa data nem tão querida pra ele. Não era tão querida, agora ele já tá aceitando e viu que não dói. O rapaz esteve cheio dos infernos astrais, meditabundo, querendo fugir da responsa dos quarentinha. Não adianta! Não adianta! O tempo é que nem eu, ninguém escapa dele. Passados os primeiros medos, tudo certo. O Sandro virou o aniversário dele tocando com seu Terno de Grupo, bebeu algumas e passa bem. Parece que essa noite sonhou que achava uma garrafa de algum náufrago, destas que tem um bilhete dentro e que ficam vagando pelo mar por um bom tempo até ser encontrada por alguém na beira da praia. Sempre tive curiosidade de ver o que tem nestas cartas flutuantes. Bom, no sonho do Sandro ele viu. Não sei o que estava escrito, mas pude ver que o Sandro sorria dormindo e acordou em paz com o mundo, apesar da leve ressaquinha. Gozado esse DORnelles, acredita em sonhos mais que na vida real. Enfim, hoje não vou zoar esse ser aniversariante. Se bem que o cara comeu tapioca recheada de brigadeiro com duas bolas de sorvete de coco com abobora e cobertura de morango por cima! Um paladar docemente estrambólico. Bom, chega de papo furado. Parabéns, Sandro. E já que a conversa é de garrafa perdida, sonho, vida e a impiedade e a sapiência do tempo, deixo vocês com uma música deste mais novo quarentênico.
 
Música do Dia: Empoeirado (Ritinha Carvalho e Marcelo Barum). (De: Thiago Augusto & Sandro Dornelles). (Gravação linda dessa dupla! Obrigado!).
https://soundcloud.com/ritinha-carvalho/empoeirado
Bicho do Dia: Cavalo (9443).
Filme da Semana: Encontros e Desencontros (Direção: Sofia Coppola).




http://365diasdedor.blogspot.com.br/2014/09/257-dia-garrafa-de-naufrago.html

domingo, 14 de setembro de 2014

257º Dia: Garrafa de Náufrago

                 Hoje vou abrir espaço para a criatura que está sendo meu “cavalo” e possibilitando que eu me comunique com vocês através desse blog. Pois é, o Sandro Dornelles (o cara tem DOR no SanDRO e no DORnelles) está fazendo 40 anos nessa data nem tão querida pra ele. Não era tão querida, agora ele já tá aceitando e viu que não dói. O rapaz esteve cheio dos infernos astrais, meditabundo, querendo fugir da responsa dos quarentinha. Não adianta! Não adianta! O tempo é que nem eu, ninguém escapa dele. Passados os primeiros medos, tudo certo. O Sandro virou o aniversário dele tocando com seu Terno de Grupo, bebeu algumas e passa bem. Parece que essa noite sonhou que achava uma garrafa de algum náufrago, destas que tem um bilhete dentro e que ficam vagando pelo mar por um bom tempo até ser encontrada por alguém na beira da praia. Sempre tive curiosidade de ver o que tem nestas cartas flutuantes. Bom, no sonho do Sandro ele viu. Não sei o que estava escrito, mas pude ver que o Sandro sorria dormindo e acordou em paz com o mundo, apesar da leve ressaquinha. Gozado esse DORnelles, acredita em sonhos mais que na vida real. Enfim, hoje não vou zoar esse ser aniversariante. Se bem que o cara comeu tapioca recheada de brigadeiro com duas bolas de sorvete de coco com abobora e cobertura de morango por cima! Um paladar docemente estrambólico. Bom, chega de papo furado. Parabéns, Sandro. E já que a conversa é de garrafa perdida, sonho, vida e a impiedade e a sapiência do tempo, deixo vocês com uma música deste mais novo quarentênico.
 
Música do Dia: Empoeirado (Ritinha Carvalho e Marcelo Barum). (De: Thiago Augusto & Sandro Dornelles). (Gravação linda dessa dupla! Obrigado!).

Bicho do Dia: Cavalo (9443).
Filme da Semana: Encontros e Desencontros (Direção: Sofia Coppola).

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